terça-feira, 8 de setembro de 2009

O Sono da Humanidade

A existência cansa-me… Cansa-me ao ponto de querer dormir, ingressar num mundo de fantasia em que o ser não existe para além do próprio eu. Os seres que habitam esta Terra cansam-me… Cansa-me a sua petulância, as suas manias, o prazer que obtêm do infortúnio e o  sonho partilhado de serem maiores e melhores do que na realidade são. Cansam-me os seus risos histéricos e falsos, os seus olhares inquisidores e os trejeitos de imponência. Cansam-me os seus amores sem dores, as suas amizades sem amor, as suas faltas de transparência e as suas máscaras que encobrem o verdadeiro eu. Cansa-me que meçam o valor pelo ouro e que os seus espíritos se percam em coisas vãs e mundanas, em quem, como e onde, em materiais e imateriais sem importância. Cansa-me saber que também eu me estou a tornar corpo… Cansa-me perder o meu espírito no meio da multidão insípida. Cansa-me perder-me, pensar que me encontrei e voltar a perder-me sobre a influência do meio. Cansa-me ser um autómato nas mãos de uma humanidade que está constantemente a tentar reprogramar-me. Cansa-me ser o que não sou para que possa simplesmente existir. Cansa-me não me conhecer… Chega…Vou dormir!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

What I need to be Free


It’s crazy how fate unfolds right in front of your eyes… What you didn’t understand a few months back in the past, or a few years, in a moment is crystal clear in your mind… All the pain and suffering in your heart is swept away by destiny’s action in your life. All the hurtful lies you told yourself to be bravely proud, the hurtful lies that hid those feelings of self scorn and pitiful love, are slowly turning into full grown truths. You can’t stop it! You can’t control it! You can’t change it! You can’t change the present as much as you can’t change the past… the future is rewritten at every step you take. My heart saw you as an adventure in my dull life of work and crazy nights in the same places. You were excitement, you were novelty, you were a challenge that for months I couldn’t let go. You were my sadistic reminder of my teenage years. You were my sadistic delight because nothing nor no one could fill the emptiness. Seconds, minutes, hours, days, months where I fooled myself into thinking you were no longer in my heart. Seconds, minutes, hours, days, months where I would let you use and abuse whatever little I had to give. And all I needed to let go was the same excitement, the same novelty, the same challenge you represented, to fill my heart and life with adventure. One month as passed since I last saw you. One month on the road, meeting new people, new places, new challenges, new fun and exciting dangers. One week has passed since I realized you no longer lived in me. I am empty of you… and I feel finally free!

Muitas vezes Obrigado!


Muitas vezes corremos para o fim quando ainda estamos no princípio. Muitas vezes estamos sedentos e não consideramos a hipótese de a água que bebemos estar envenenada. Muitas vezes não vemos a verdade por entre os véus que teimamos em colocar na nossa cabeça. Muitas vezes deixamos o orgulho tomar as rédeas da nossa carruagem. Muitas vezes perdemos a fé na nossa força e entregamo-la a um qualquer príncipe que nada tem de encantado. Muitas vezes pomos uma máscara brilhante para ocultar o breu que existe no nosso semblante. Muitas vezes deixamos o rio correr sem nos preocuparmos para onde vai. Muitas vezes desejamos o que não queremos, temos o que não precisamos e não damos valor àquilo que realmente nos mantêm a respirar. Muitas vezes esquecemo-nos que a nossa maior dádiva é sermos únicos, sermos nós próprios e termos força para vencer o mal, o bem e o que vier….. Obrigado a todos aqueles que me lembram que há um intermédio. Obrigado a todos aqueles que me mostram as melhores fontes para me saciar. Obrigado a todos aqueles que me levantam os véus para eu saber a verdade. Obrigado a todos aqueles que empurram o meu orgulho do comando e me dão as rédeas para eu liderar. Obrigado a todos aqueles que me ajudam a restituir a fé no destino e a tirá-la das mãos de príncipes erróneos. Obrigado a todos aqueles que conseguem ver para além da brilhante máscara e que me obrigam a afastar o breu do meu semblante. Obrigado a todos aqueles que tentam desviar o rio para percursos mais certos quando sentem o meu despreocupar. Obrigado a todos aqueles que me lembram do importante e me fazem reconhecer o que é insípido. Obrigado a todos aqueles que acreditam na minha força quando eu deixo de acreditar, que conhecem a singularidade do meu ser e de todas as formas possíveis utilizam a sua própria força para me erguer os braços quando eu deixo de lutar. Obrigado a todos aqueles que estão presentes nas muitas vezes que eu preciso!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Stranger in the Night

In the mist of a lonesome night, Mother Earth was rumbling beneath my feet, as if telling me that was a night I could not miss.
In the mist of a lonesome night I felt a Stranger watching me. I caught his eye, his deep soulful eyes. The kind of eyes that are eager to see the world, as if knowledge about something or someone, to him, was just a glance away.
I felt a shiver down my spine, and he looked away. The Stranger feared what he had seen, either was too much or too little for him.
In the mist of a lonesome night, I ignored the desire crawling beneath my skin… and I ignored Mother Earth’s constant warnings under my bare feet.
In the mist of a lonesome night I saw the Stranger smiling when he looked again at me… It was the kind of smile that can hold mischief and sweetness… like a child’s smile after an innocent prank.
In the mist of a lonesome night I half ignored the shivers and the crawling and the warnings. I danced and I danced oblivious to the fact that I wasn’t too little, I wasn’t too much, I was just right.
As I danced we got closer… As we danced words rolled and twirled in our tongues, of places we’ve been, things we’ve seen and other senseless things.
A silent moment in the crowd… It was just me and the Stranger.
A silent moment in which we had a silent talk that has taught us more about each other than a million of meaningless words.
A silent moment in which we learnt about the fire erupting in each others hearts.
A kiss… A kiss that turned that lonesome night in a night full of bliss.
On a blissful night I met a Stranger, that inhabits my fantasies.we kiss, we love, we dance, we play and we see the world together everytime I visit that secret garden inside my mind.
We can never let each other down, we can never lie or be dismissed.
Forever sweethearts in a garden of fantasy.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Chill Out Sessions

A noite de 24 de Abril ficou marcada este ano não pelas comemorações do 25 de Abril mas sim pelas festas nocturnas que percorreram a cidade de Lisboa. Quem vesitou o Bairro Alto, sabe que a noite não se passava como habitualmente a deambular pelas ruas e pelos bares, mas sim no Largo Camões, onde foi montado um palco com um ecrân gigante onde passavam frases descabidas (na minha ideia faziam alusão há liberdade de expressão) com um DJ a passar um som brutal! Não sei porquê, por obra de quem, e também não quero saber! Sei que estivemos até à 1h da manhã a pandamizar naquela discoteca ao ar livre improvisada (e muito bem improvisada!).

Mas o auge dessa noite ainda estava para vir! Durante o dia a Sandra Isabel descobriu que a Faculdade de Arquitectura ia presentear os estudantes lisboetas com uma festa de electro e drum. Não fossemos nós gostar tanto de electro e drum, enfiamo-nos num táxi rumo à Ajuda.

Foi a loucura total! Adorei! Adoramos! Para o ano estamos lá outra vez! Os DJs eram óptimos, o espaço estava bem concebido (tendo em conta que aquilo é uma faculdade), brincámos, dançámos e saltámos tanto que no dia a seguir até pensei que tinha partido todos os ossinhos dos meus pés!

Como seja não bastasse arranjamos uma amiga nova, a Jumenta! É um bocado ressabiada, pois andou a noite toda aos beijos com múltiplos indivíduos e fazia questão de ser apalpada por todos os lados….até gemia! Mas também, quem é que resiste a uma franga de plástico em tamanho real?!

Aqui fica um vislumbre dessa noite!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Sonho

Ontem à noite tive um sonho muito estranho… sonhei que estavam a dar uma festa no R/C do meu prédio, e que os convidados saltaram tanto que provocaram um terramoto. Com isto, o meu prédio ruiu… Eu olhava para os destroços a ver se encontrava alguns resquícios da minha casa, do meu quarto, da minha vida… Nada!
Mas a tristeza de ter perdido o meu passado, ou por ao menos as lembranças às quais eu me agarrava, essa não desceu sobre mim. Olhava para o cenário caótico serena, quase como se conhecesse o futuro. Estava bem, conformada, quase que pronta para deixar para trás a destruição e seguir em frente. Não pensava em reconstruir aquela que foi a minha casa, o meu passado, mas sim em mudar de casa, no futuro.
Por vezes sabemos que precisamos de mudar, de esquecer o passado, ou por ao menos não ter o passado presente, e olharmos para o futuro como uma oportunidade de nos transformarmos. O presente serve como um casulo, em que crescemos e nos transformamos em borboletas.
Contudo, é difícil deixarmos o passado, pois o futuro é incerto e o presente que resultou do nosso passado é torna-se um conforto, algo que conhecemos. Vivemos assim num presente saudosista com medo de mudar, limitados pela nossa neofobia.
Em todas as nossas vidas é preciso um momento em que renascemos, em que crescemos e pensamos: “Disparate!”. A realidade é que é nessas alturas em que não estamos felizes com o nosso passado, o presente não apresenta muitas perspectivas de felicidade e nós andamos naquele limbo, em que não andamos para a frente, limitamo-nos a contemplar o passado e a arranjar uma forma de revivê-lo.
A mudança é imperativa! Só com a mudança existe evolução!É tempo de deixar as ruínas do passado para trás. O passado é passado, não sobrevive, nem nas lembranças. É tempo de mudar de casa, de quarto, começar a construir lembranças novas e um novo passado onde sejamos felizes.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Força Nuclear

A vida ensina-nos coisas maravilhosas….
Ensina-nos a ser fortes, a ter esperança.
Ensina-nos a renascer de cada vez que os desígnios do destino arrancam um pedaço de nós.
Ensinam-nos a rejuvenescer e a olhar para as situações em perspectiva.
Ensina-nos que nada é certo, que não podemos contar com nada e que este caminho que percorremos é uma luta constante.
A vida ensina-nos a perdermo-nos e a encontrarmo-nos.
O nosso rumo não está traçado, somos nós que o construímos com a nossa força, aquela que conseguimos encontrar dentro de nós próprios, que constitui o nosso núcleo, o nosso ego, essa força que nos ajuda a levantar e enfrentar qualquer situação que se nos apresenta.
Lidamos com essas situações, melhor ou pior, da forma que conseguimos, melhorando ao longo do tempo com a experiência que adquirimos, mas é essa forma só nossa, tão própria, tão única, de utilizar a nossa força nuclear para nos reconstruir e lidar com os nossos erros, e por vezes com os erros dos outros, que define a nossa individualidade.
É essa força nuclear que constrói o nosso caminho, que determina a nossa vida e quais as lições que dela retiramos.
É a força nuclear que nos ajuda a reinventar e reconstruir a nossa felicidade.

Betrayal


Reckless stream of emotion
Caught my soul on fire
All friendship and devotion
Was swept away by desire
My friend, my sister, my rock
Stabbed my heart with betrayal
Self-preservation through denial
Let feelings and thoughts run amok
Shameless and ruthless
Killed the last of my bliss
My sister and my love
United in a hurtful kiss
The awkwardness of deceive
Forged nightmares in my brain
There’s nothing left than forgive
And reborn within the pain

terça-feira, 31 de março de 2009

Soundness of the Heart

With a promise of no tomorrow
You left me empty and hollow
And the silence that follow
Brought a cold meaningless void
Brought a dark room with no air.
There I laid, naked and destroyed
Breathless in a nightmare.
But in the mist of self-scorn
Hate and pride made me reborn
Healed wounds and strengthened core
Thought you couldn't take more.
Clouded my own insanity
With lies of a white dove above
Wronged myself in vanity
Masking a drunken heart with love.
But again and again you took
Robbed my embrace and my kiss
The world trembled and shook
With a mirage of the lost bliss.
Tough to be a fun little game
A mere pawn you move around
And yet, I have no shame:
It's my heart that keeps me sound!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Vegan ou Vegetariano?

Há dias em conversa com a Flipa discutiamos o porquê de ter escolhido ser Vegan e não Vegetariana. Para mim é incompreensível como é que alguém põe de parte a carninha para se dedicar única e exclusivamente aos vegetais e derivados. Não consigo compreender ainda mais quem põe carninha e derivados de parte e dedica-se somente a uma alimentação à base de vegetais. A Flipa explicou-me que para ela o vegetarianismo não estava sequer no baralho de escolha. Ser vegetariano é ser cínico, é estar a apoiar a causa apenas a 50%, se ela se ia meter nisso teria que ser a 100%. 100% a apoiar a causa é ser vegan. No amor é a mesma coisa, ou somos vegans românticos, ou vegetarianos românticos. Ou somos cínicos ao ponto de estarmos a 50% numa relação, a enganarmo-nos a nós próprios e à outra pessoa; ou arriscamos 100% por essa causa maior chamada felicidade. Podemos arriscar a subnutrição amorosa, mas ao menos somos assolados pela paz de espírito de quem deu tudo por tudo, fez das tripas coração, e rejeitou a carne e derivados da vida para apoiar o amor e a felicidade do próprio e do outro. Caso a subnutrição amorosa não ocorra, então aí é porque conseguimos conciliar todas as agruras da nossa escolha com todos os seus beneficios físicos e psicológicos. Se formos vegetarianos românticos vivemos apenas das aparências. Daquilo que achamos que queremos e não do que queremos realmente. É porque não nos conhecemos o suficiente para adoptar um comportamento que vá de encontro aos nossos ideais, porque também não os conhecemos bem. Estamos dependentes de modas, do conforto já conquistado... Por medo ou comodismo não queremos arriscar nutrirmo-nos de um amor benéfico pois o benefício nunca é certo.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Estações do Coração

Começei o Outono cansada! O meu coração estava de rastos... a sufocar!
Não queria outro amor... outro amor era igual a dor!
Começei o Outono conformada! O meu coração aceitou a derrota e sabia que não iria sentir mais êxtase... pois sem êxtase não havia aperto.
Começei o Outono magoada! Magoada por promessas, histórias de amor eterno, de princesas e princepes perfeitos, por um coração esmagado pela fantasia.
Começei o Outono e logo me apercebi que no meio do trabalho, das aulas, do tempo para os amigos e familia, mão me sobrava espaço para namorados, para me apaixonar.
Começei o Outono a baixar as guardas pois não só não queria o amor, como também não tinha tempo para ele...
Mas tu entraste no meu Outono e seduziste-me com o teu jeito de menino.
Tu entraste no meu Outono e arranjaste tempo no meio da minha falta de tempo para que eu me enchesse da tua magia. Levaste-me a rodopiar no êxtase da tua presença e a voar na brisa de uma ilusão muito bem tecida por entre envestidas, negações, elações e confusões.
Tu entraste no meu Outono e devolveste-me a esperança e vitalidade.
Começei o Outono a sorrir... Alienada das verdadeiras intenções daquela criatura mágica que me elevava a cada gesto. Alienada das consequências que eu tão bem conhecia. Alienada da verdade que, por obra das tuas acções, me fugia à razão.
Começei o Inverno cansada! O meu coração antecipava o sufoco que estava prestes a sentir. O amor voltou a igualar-se à dor e eu, impavida, exarcebava a cada toque o que sentia.
Começei o Inverno conformada! O meu coração aceitou a derrota mas continuava a ansiar pelo êxtase que percorria o meu corpo quando estava contigo.
Começei o Inverno magoada! Magoou-me saberes o que se passava no meu coração, a luta diária por te ter comigo, e continuares a alimentar esta chama que me consumia.
Começei o Inverno a gelar as lágrimas, a apanhar os meus cacos do chão, pois mais uma vez o amor levou à dor, o êxtase ao aperto e a magia à melancolia.
Começei o Inverno com a frieza da tua negação, e nem o calor do meu amor combatia a tua hipotermia.
Tu saíste do meu Inverno e deixaste-me na ânsia pela Primavera.
Uma Primavera em que eu me possa levantar, descongelar as lágrimas e voar feliz com os pássaros que regressam agora para construir o seu ninho... ignorante da tua presença na minha vida.
Uma Primavera de recomeços! Em que possa voltar a ser eu sem sombras do Outono em que o meu coração partiu e do Inverno em que o meu coração ruiu.
Sem sombras de quando eu me perdi no labirinto do amor.
Uma Primavera sem êxtase e sem melancolia.

BOM 2009!!!!

Tudo começou com um convite do nosso Richard! Fim de ano... Albufeira... 22pessoas, uma piscina, 5 garrafas de alcool por pessoa e uma casa... Como é que alguém consegue declinar este convite?! Lá foram as 3 babes no zé pimpão para albufeira todas malucas para aquilo que se tornou na melhor passagem de ano de sempre (Seguido de três dias de ressaca)! Obrigado Ricardo pelos bons momentos e pelo maravilhoso convite! Querem saber o que se passou? What Happens in Albufeira... Stays in Albufeira! Só posso adiantar que foi muito abusado!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Momentos...

Foram tantas as horas, tantos minutos de desespero e alegria, tantas gargalhadas e lágrimas, tantos conselhos, tantos copos vazios, tantos sorrisos, suspiros e confidências, tanta preocupação e carinho, tanto de tanta coisa e não há palavras que cheguem para conseguir explicar aquilo que nos une, aquilo que sentimos umas pelas outras, aquilo que dita e rege todos os momentos que passamos juntas.

A Arte de Sedução



A sedução é uma arte!
Nós admiramos muito aquelas pessoas que conseguem manter sempre aquele ar de "that's hot!", sem nunca partir o salto.
Porque na realidade a sedução é uma coisa muito complicada, uma espada de gumes, apenas para ser usada por experts e não por principiantes como nós. acham que não?
Então passamos a ilustrar:
Situação nº 1 - Quando queremos mas não conseguimos.
Episódio Saldanha Residence: Nery e Catilicious, a armarem-se em boas, com aquele ar altivo e superior de quem imita Paris Hilton a passear-se por New York (só nos faltava o "tinkerbell"), passaram por uma mesa de gostosões (uuuuhhh!) que viraram as suas cabecinhas na nossa direcção. isto acontece no preciso momento em que a boa da Cátia (no sentido literal da palavra, lol) decide imitar uma senhora a comer de boca cheia enquanto grunhe por entre o bolo alimentar (tipo aquele som gutural com que nos respondeu lá em coimbra...). Resultado: os gostosões (uuuuuh!) viram a cara com ar profundamente desiludido!
Episódio Metro: Nery apanha o metro no Campo Grande, cansada depois de um dia de trabalho, mas sempre formosa e de antena no ar, e repara logo num gostosão (uuuuuh!) que se senta ao lado dela. Começa logo a magicar - "eh la! Gostosão na área... uuuuh! deixa lá ver para onde é que ele vai!". depois de algumas trocas de olhares, e de linha na Alameda, Nery e gostosão entram ambos na ultima caruagem com destino às Olaias. Nery já a pensar - "Queres ver que vai sair no mesmo sitio que eu?". Dito e feito! Nery resolve mexer no seu mp4 (para se armar em boa...vá!), engana-se e mete a música em altifalante... Isto não era mau, caso a musica em questão não fosse Britney Spears. Mau... Muito Mau!
Situação nº2 - Quando não queremos mas conseguimos
Episódio Carro: Catilicious, nem aí para o resto do mundo, a cantar aos altos berros dentro do seu pópó no meio do transito, quando é interpelada por um gostosão (uuuuuuuh!) que lhe grita "Cantas mal!". Cátia incrédula: "Desculpa, o que é que tu tens a ver com isso?". Segue-se uns minutos de cantoria em que Cátia informa o menino que ele também não é lá grande espingarda a cantar e - Gostosão: "Dá-me o teu número e cantamos juntos"... Cátia: 91...
Episódio Telheiras: Nery, Catilicious e Sandrinha tomam um café nas esplanadas de telheiras para meter as cusquices em dia. Completamente alheias ao facto que estavam a ser observadas por 3 gostosões (uuuuuuuh!), sim porque quando tamos juntas passa-nos tudo ao lado! Só nos aprecebemos da situação quando o empregado nos vem entregar um papelinho com um convite para tomar chá proveniente da mesa dos gostosões (uuuuuuuuh!). Obviamente que não podia ir sem resposta e cordialmente perguntamos se também iria haver bolinhos. Como resposta - "Tudo o que vocês quizerem" (e nós que não gostamos que nos façam as vontades...lol).

sábado, 13 de dezembro de 2008

Teoria Stradivarius

As princesas do pandam têm uma "Biblia", escrita por Ana Cardoso de Oliveira, a qual está cheia de apontamentos feitos por todas nós no que diz respeito a alturas da nossa vida, da vida dos nossos amigos, teorias que desenvolvemos, e os homens que nos marcaram (mas só aqueles mais significativos :P). Há dois dias, enquanto folheavamos a "Biblia", encontramos um apontamento sobre a Teoria Stradivarius, desenvolvida após uma crise existencial de uma de nós (não vou dizer quem obviamente). A Teoria Stradivarius baseia-se na comparação entre uma pessoa e um Stradivarius. Para quem não sabe o que é, um Stradivarius é um tipo de violino antiquissimo e rarissimos, que por tão antigo e raro, se torna extremamente precioso e priceless. Quando temos um Stradivarius, temos orgulho nele, não como aquisição mas por aquilo que ele representa - algo raro, que não tem preço, que temos muita sorte em ter connosco. Com tudo aquilo que o Stradivarius representa para nós, deveriamos escondê-lo numa cave escura, para que os outros não o possam apreciar ou saber que nos pertence? Ou deveriamos exibi-lo com orgulho, cuidar dele e mostrar ao mundo o quanto gostamos daquela peça de arte, com a qual podemos fazer música maravilhosa? O mesmo se passa com os relacionamentos humanos. Por vezes, escondemos dos outros e do mundo uma relação. Não sei se por medo que não venha a cingrar, vergonha da pessoa com quem estamos, embaraço de demonstrações de afecto em publico, ou por qualquer outro sentimento oculto. Isto provoca o deterioramento da própria relação, pois a pessoa com quem estamos sente-se relegada para segundo plano e, principalmente se fôr mulher, irá passar horas a matutar sobre que razões o levam a ocultar a relação. Quando estão numa relação, tratem o vosso parceiro como se fosse um Stradivarius. Não escondam algo que supostamente é-vos tão precioso e querido, mostrem-no ao mundo, pois devem sentir-se orgulhosos de ter aquela pessoa do vosso lado. Se não sentirem este ímpeto de demonstrar ao mundo que aquele "Stradivarius" está convosco, vos trás felicidade e é precioso, então é porque não o deviam ter...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Amor de Perdição

Quem nunca ouviu falar em amor de perdição?

Não é isso que vocês tão a pensar! Não sejam incultos! Leiam um livrinho ou dois que vos faz muito bem. E até podem começar por Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco. Um dos melhores e mais avassaladores romances que obrigatoriamente lemos com muito prazer.

É a história de amores platónicos, tríades amorosas e as loucuras que se cometem quando a é o sentimento que nos move.

A personagem que mais nos marcou foi Mariana. Apesar de não ser a personagem principal, dávamos por nós a gritar com ela mergulhadas nas páginas daquele livro (“burra!”, “não sejas parva!”, abre os olhos mulher!”), mas a verdade é que todas temos uma “Mariana” dentro de nós.

Para os desprovidos de cultura literária, em Amor de Perdição Simão Botelho e Teresa Albuquerque, jovens pertencentes a famílias rivais, apaixonam-se terrivelmente. Quando o pai de Teresa se apercebe dessa situação, promete-a a Baltazar Coutinho. Mas Teresa nunca iria casar contra o seu coração, e ingressa num convento em Viseu.

Simão Botelho segue-a e fica hospedado na casa de um ferreiro, João da Cruz, Pai de Mariana. Mariana fez tudo por Simão. Entregou as suas cartas a Teresa, esteve com ele na prisão de forma a fazer-lhe companhia e trazer-lhe comida, carinho e cobertor, mas a maior prova de amor surgiu quando foi com Simão num barco até á índia, e suicidou-se após a sua morte.

Mas a burra da Mariana nem um olhar obtinha do seu amado. Ele só tinha olhos para Teresa, e foi com Teresa no coração que ele morreu – a abnegada Mariana era escrava do seu amor.

AAAAAAAAAAAAH!!!! apetece abaná-la! Ninguém abdica da sua vida em prol de outra, a não ser que essa pessoa realmente mereça. Ninguém faz metade do que ela fez por um simples “Obrigado”. Ninguém se dedica de corpo e alma a uma causa perdida.

É o raio da esperança outra vez, a puxar-nos para fazer coisas sem nexo.

O que vale é que muitas mulheres já abriram os olhos e perceberam que esse sacrifício só vale a pena quando a luta é mútua.

Mas é de louvar tudo aquilo que ela fez por amor, todo o sofrimento, ser tão desprovida de egoísmo, ter tanto amor para dar sem exigir nada em troca… Por vezes gostávamos de ser assim, perseverantes e fiéis ao nosso próprio coração.

Mas a sociedade evoluiu muito desde então. Estamos na era do imediatismo, onde o que queremos têm que ser ! Queremos comer e tem que ser agora (não levem isto para a cueca), queremos uns stillettos e tem que ser agora, queremos amar e ser amadas mas… também tem que ser agora!

Se não for agora está OUT, é LAST SEASON, já não nos apetece! Pelo que provas de amor como a de Mariana, têm um período de durabilidade muito curto se não tiverem retorno. Já não há ninguém insubstituível.

Já não precisamos de ninguém, segundo Ana Cardoso de Oliveira (autora da nossa “Bíblia”) – “Precisar? Precisar é de comer!”. A única pessoa que precisamos é de nós próprios, pois só nós sabemos distinguir aquilo que queremos (e se pretendemos perder tempo com o raio da esperança).

Deixamo-vos, em jeito de conclusão, com um SENHOR POEMA, escrito pela vossa Princesa Nery (queriam vocês ser princesas do Pandam!)

Platónico

O prazer de uma emoção

Que arrebata o coração

A insensata contemplação

Do objecto da paixão

Solta a alma um gemido

Rubor, torpor, alarido

Que não é correspondido

E se torna proibido

Amor não remunerado

Escravo e condenado

Á glória do martírio

A razão entra em delírio

Seduz-me a candura

Da inflaccionada tortura

Por que me faço passar

Sinto o espirito a inflamar

Sinto o espirito a suportar

O meu desejo em acreditar

Que o beijo perdido

Um dia será sentido

Sentença de frustração

Sentença de perdição

Imposta pela sede de querer

O fogo do teu prazer

Alimentar a fantasia

De uma relação passional

É nutrir a melancolia

De uma prisão emocional

(by nery)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

What a Girl Wants

Antes de ter dois pés verdes gigantes no capôt, escreviamos coisas destas! Principalmente no verão, porque onde constumamos passar férias está sempre imenso pó e o meu carro acaba por ficar todo sujo (não que agora não esteja)!

Nós achamos sempre que os Homens são uns grandes porcalhões mas deixem-me desmistificar esta afirmação.

Sábado passado fui jantar com quatro amigos meus. Eu, super Girlicious, numa mesa com quatro homens com H grande. A caminho preparei-me para falar sobre carros, sexo e futebol (as únicas coisas que nós, mulheres, achamos que eles conseguem falar quando estão em grupo).

Qual não foi o meu espanto, se conversamos sobre cada um desses topicos uma vez foi muito! Não sei se foi por estar lá eu mas, apesar do ocasional comentário mais picante e lascivo (que eu também os faço e talvez pior do que eles), até tivemos conversas de teor romântico ou mais sensivel!

Os homens já não são como antigamente... Não sei se isso é bom ou é mau! Eu e a Cátia já nos debruçamos sobre este tema 1001 vezes na esperança vã de tentarmos compreender os homens e muito sinceramente já desistimos (ainda dizem eles que nós somos complicadas).

Há os que querem tudo de uma vez: ser namorado e é já, apresentar-nos a familia completa, o que é capaz de ser mais scary para nós do que para vocês. Num minuto vejo-me casada e com filhos de uma pessoa que eu ainda mal conheço. Este tipo não é assim tão incomum, já os apanhamos várias vezes, razão pela qual fugimos a sete pés! não só porque tanto desejo e imediatismo esconde qualquer coisa para além de um sentimento puro.

Depois há os que querem tudo devagar demais. Já fomos sair algumas vezes, até já rolaram beijos e caricias, mas este tipo de homem não quer dizer ou mostrar a ninguêm que está connosco. passaram-se meses e ainda estamos na primeira fase. Nativas do Pandam, quando um homem com quem sairam umas quantas vezes vos "esconder", fujam mais uma vez a sete pés! Ele não quer nada de sério convosco, ou tem namorada, ou ainda é muito imaturo para reconhecer o que quer!

Raramente há um homem que compreenda aquilo que nós queremos...e juro que não é assim tão dificil como eles o pintam.

Queremos alguém que seja o nosso tcham! que mexa connosco e transforme todos os momentos em pipoquinhas de felicidade (Ai tão lindo!). Queremos levar as coisas com calma, mas não com demasiada calma.

Não queremos logo que sejam nossos namorados porque é preciso mais do que uma atracção fisica para isso. Queremos que construam uma relação sentimental connosco e quando fôr o momento de serem nossos namorados irão-se apreceber!

Just Go With The Flow! Se nós quizermos e vocês também, as coisas aconteceram naturalmente... Nada de pressões, controlos, prisões.

Queremos ser livres e queremos que sejam livres para que a decisão de estarmos juntos parta de ambos (queremos estar por gosto e não por obrigação).

Queremos que nos agarrem quando menos estamos a espera, nos empurrem contra um carro e nos dêem um daqueles beijos que só se vê no cinema...queremos sentir que nos querem, que nos desejam (e até que sejam um bocado dirty como o meu carro!).

Queremos que esqueçam o passado (mas não aquilo que aprenderam com ele), porque nós não somos iguais a qualquer outra pessoa que tenham encontrado! Não desistam do amor só porque é muito dificil!

Eu também já sofri demais por amor e continuo aqui...Mesmo que me volte a magoar, que o meu coração venha a estar despedaçado e a sangrar debaixo de um camião, eu continuo aqui... Mesmo que o próximo não dê em nada, mesmo que seja mais um equivoco, eu continuo aqui... Mesmo que o próximo não queira o que eu tenho para oferecer, e eu não possa receber o que ele tem para dar, eu continuo aqui...

Disponivel para dar o meu coração a alguem que mereça só para ter a oportunidade de sentir outra vez!

sábado, 6 de dezembro de 2008

"HOT: Ter esperança"

Peço a quem tiver comprado a Máxima do mês de Janeiro 2009 que a abra na última página, casa da secção HOT&NOT. Na caixa vermelha que marca uma das melhores novas tendências pode-se ler o seguinte: "HOT: Ter esperança. NOT: Baixar os braços. Num mundo cada vez mais globalizado, massificado e indiferente até nos sentimentos e ideais, há que mudar a forma de olhar o mundo e os outros". Não creio que seja ter esperança que está na moda, mas sim sermos optimistas. Optimista para sentirmos que, apesar das adversidades vamos conseguir chegar aos nossos objectivos. Optimistas para tentar arranjar formas criativas de ultrapassar os obstáculos que o destino nos apresenta e saber que, mesmo que tudo corra mal, mesmo que neste momento as coisas possam não estar bem, o ser humano tem uma capacidade extraordinária de se reinventar. Optimistas para pensarmos que, apesar de agora estarmos a sofrer (seja qual fôr a nossa dor), o tempo é um optimo aliado para nos aliviar. Por mais que doa agora, daqui a uns meses a dor já não será tão forte (se é que não se tornou inexistente). Ter esperança é um conceito algo controverso. Todos dizem que “a esperança é a última a morrer” e “onde há vida há esperança”, mas eu acho que a esperança depende de três variáveis: Situação, Actuação e Paciência Relativa. Podemos ser optimistas, mas o nosso optimismo tem que ser realista para que a esperança que vamos cultivar não se torne numa utopia, num conto de fadas que contamos a nós próprios para suavizar a nossa falta de acção. Para começar devemos compreender a realidade. Saber se aquilo que esperamos conseguir para nós depende inteiramente de nós ou envolve outros, quais as consequências positivas e negativas e toda a envolvente que condicionará a forma como alcançamos o nosso objectivo. Depois não podemos baixar os braços e esperar que as coisas aconteçam. Temos que lutar, agir em conformidade. Nada do que tem realmente valor acontece sem luta. Por último, temos que ter noção da amplitude da nossa paciência numa dada situação. Não podemos ficar eternamente à espera que D. Sebastião apareça numa manhã de nevoeiro para nos salvar, há coisas que, por mais esperança que depositemos nelas, nunca se vão concretizar. De forma que será necessário ou arranjar uma nova meta, ou um compromisso de forma a que a perca não seja tão grande. A paciência é um factor bastante importante porque, por um lado é necessário lutar, e por outro é necessário saber parar de lutar antes que a situação se torne insustentável. Há situações em que inconscientemente sabemos que não conseguiremos alcançar o nosso objectivo, porque lutamos sem resultados visiveis e/ou porque não depende de nós, mas mantemos a nossa esperança pois é algo que está muito perto do nosso coração, algo em que depositamos muitas esperanças, algo que acreditamos ser “once in a lifetime”. Temos que ser realistas, confiar na nossa intuição quando algo nos diz que acabou. Porque se continuarmos a testar a nossa paciência vamos acabar numa situação em que os sentimentos positivos em relação ao objecto desejado se tornam extremamente negativos e prejudiciais não só para nós como para os que nos rodeiam. Baixar os braços nem sempre é sinal de fraqueza... Por vezes é sinal de maturidade e força interior!